voltar à idade da pedra, dar graxa ao patrão, insistir em desenhar com régua e esquadro e estirador, perder horas e células nervosas a fazer e refazer as mesmas coisas trinta mil vezes porque se desenha à mão e nada bate certo, certificar-se que o parceiro do lado se apercebe disso, através de grunhidos, suspiros e aspirações de ar nevróticas, subir na carreira a puxar os outros para baixo, gostar de ser amanteigado e recompensar quem o faz, ouvir só aquilo que agrada e não o que dói e é preciso, gerir o trabalho às migalhinhas, agora faz esta linha - imprime, sobe e desce as escadas - agora põe estes armários - imprime, sobe e desce as escadas - agora este texto, etc e tal, ser picuinhas e insistir em desenhar obras de arte que só os trolhas vão ver, ter mau hálito e perder clientes, pôr toda a gente a "participar", sem hierarquia e quando se sabe que no fim quem manda é o patrão por isso é um engano e só nos faz perder tempo.
Ahhhh.... o que vale é o colo à minha espera em casa.
(soube mesmo bem)
Mas para desopilar, já se pode escrever com acentos, como deve ser. E se estou ácido, a culpa é também do melhor romance que li nos últimos tempos, e que neste momento atravessa uma fase negra, mesmo antes do fim. Mas recomenda-se, ao ponto de eu apanhar o metro que demora mais tempo só para aproveitar mais uns minutos de pure goodness antes de chegar a casa.
2 comentários:
vê lá se não desesperas rapaz!a vida é mesmo assim! não mudes o sistema, junta-te a ele...ou seja...dá graxa!
hum.... (thinking...) e q colo é esse q te espera em casa? :) conta-nos tudo :p bj, felicidades
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